Eu me lembro quando tudo
que fazíamos era amar. Lembro-me que um simples olhar já descrevia uma palavra de
carinho, e que mesmo que não pudéssemos nos ver, sempre dava um jeito de se
falar. Muitas vezes nós falamos rápido, mas isso só dava mais vontade de ouvir
tua voz novamente. Lembro-me também que naquela época todas as músicas
românticas me lembravam você, e que chorar era eminente, mas eu chorava com
esperança de que um dia as coisas iam melhorar para nós.
O tempo passou e
conseguimos. Foi uma vitória. Hoje podemos nós ver a qualquer momento, nós
falar então, podemos de cinco em cinco minutos. Mas uma coisa mudou... Mesmo
sabendo que houve um tempo que nem um simples gesto de carinho como um selinho
a nós não era permitido, hoje nós desgastamos, e deixamos muitas vezes de
lembrar o quanto lutamos para ter a liberdade que temos atualmente. As músicas
viraram apenas músicas, os olhares aparentam ser vagos e sem descrição, a voz
não busca mais dizer algo acolhedor, e sim algo do cotidiano. Deixamos que tudo
torcesse monótono, e não damos mais valor aos milhares de olhares, as horas que
temos, e o quanto estamos juntos. E então te pergunto... O que houve? Será que
é assim com todos, ou será que apenas esquecemos como era feliz viver aquele
sonho?
Laís Santarelli

Vejo em ti um conflito de sentimentos, ao mesmo tempo que acredita na mudança do mundo, sofre decepções sobre elas. O otimismo deve ser nossa prioridade, e as passagens da vida não abalarão o que guardarmos em nossa alma. Lutas, disputas, estupidez vão surgir na caminhada, e espero que eu possa, como você, e até te ajudar, não somente a compreender o que a nossa vida nos faz, mas em união, lutar destemidos para sermos vencedores.
ResponderExcluirOs amigos são para isso.
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