Eu estou me sentindo presa na escuridão, como um alguém que não enxerga mais a luz, e que não avista o espaço a sua volta (...)
Sozinha, andando pela casa... Mas não ando como uma adolescente de coração partido com medo do escuro. Ando como se eu fizesse parte da escuridão, mas ainda assim, sem medo.
Sei que é fácil sorrir todos os dias, mas agora estou fraca para isso, pois estou me sentindo como se eu estivesse dentro de um buraco fundo e escuro, gritando, implorando por ajuda, mas sei que não há ninguém por perto.
Uma hora penso que preciso de ajuda, em outra hora, penso que é sozinha que devo estar (...)
Estou sentindo as coisas e as pessoas se afastarem de mim (...)
Estou chorando sem saber o porquê (...)
Estou tão confusa, que nem consigo explicar e conter as minhas lágrimas que caem de modo espontâneo. Não consigo explicar como começou; porque começou, e nem nada (...)
Acabo de me olhar no espelho, e estou branca, como um simples papel...
O silêncio dentro de minha casa faz uma confusão em meios aos meus pensamentos, estar atordoada neste momento é eminente.
Todos dormem como crianças inocentes, sem ao menos fazerem idéia do que há comigo.
E.S.

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